Você sabe o que a IA diz sobre a sua empresa? Neste momento, alguém pode estar perguntando a uma inteligência artificial sobre o seu mercado. Pode ser um cliente, um jornalista, um investidor ou um candidato a uma vaga.

A resposta que essa pessoa recebe ajuda a formar a primeira impressão sobre a sua marca. Por isso, esse acompanhamento deixou de ser curiosidade. Hoje, ele faz parte da gestão de reputação.

Neste post, mostramos como fazer esse diagnóstico na prática. Além disso, explicamos o que fazer quando a resposta não corresponde à realidade. Leia mais.

Pessoa pesquisando o que a IA diz sobre a sua empresa em um assistente de inteligência artificial no notebook


Passo a passo para fazer o diagnóstico

Qualquer pessoa da equipe consegue fazer esse levantamento. O segredo, no entanto, está em seguir um método.

  1. Teste mais de uma ferramenta

Cada IA usa fontes e critérios próprios. Por isso, a resposta do ChatGPT pode ser bem diferente da resposta do Gemini. O ideal é repetir as mesmas perguntas em pelo menos três ferramentas.

  1. Varie o tipo de pergunta

Não pesquise apenas o nome da empresa. Em vez disso, simule as perguntas que o seu público realmente faz. Por exemplo:

Pergunta direta: “O que a empresa X faz?”
Pergunta de mercado: “Quais são as principais empresas de [seu setor] no Brasil?”
Pergunta de comparação: “Qual a diferença entre a empresa X e a empresa Y?”
Pergunta de reputação: “A empresa X é confiável?”

As perguntas de mercado são as mais reveladoras. Afinal, nesse momento o cliente ainda não conhece a sua marca e está decidindo quem considerar.

  1. Registre as respostas

Anote o que cada ferramenta respondeu, a data e a pergunta usada. Uma planilha simples resolve. Com esse registro, você consegue comparar a evolução ao longo do tempo.

  1. Observe as fontes

Algumas ferramentas, como o Perplexity, mostram de onde tiraram cada informação. Vale prestar atenção nisso. As fontes revelam quais conteúdos sustentam a imagem da sua empresa, sejam eles bons ou ruins.

  1. Repita o teste com frequência

As respostas das IAs mudam o tempo todo. Portanto, um diagnóstico isolado não basta. O ideal é repetir o teste a cada um ou dois meses para medir o efeito das suas ações.

Os problemas mais comuns

Durante o diagnóstico, alguns problemas aparecem com frequência:

Ausência: a IA fala do setor, mas não cita a sua empresa.
Dados desatualizados: serviços antigos, endereço errado ou líderes que já saíram.
Confusão de identidade: a IA mistura a sua marca com outra de nome parecido.
Descrição incompleta: a marca aparece, mas sem os diferenciais que importam.
Enquadramento negativo: uma crise antiga ganha peso desproporcional na resposta.

O que fazer se a IA estiver errada

Nenhuma ferramenta oferece um botão para editar o que a IA diz sobre a sua empresa. Ainda assim, você pode influenciar as fontes que ela consulta. Esse trabalho passa por quatro frentes.

Organize o seu site

O site institucional é uma das primeiras fontes que a IA consulta. Ele precisa explicar, de forma clara, quem é a empresa, o que ela faz e para quem. Páginas confusas ou desatualizadas abrem espaço para interpretações erradas.

Revise as informações espalhadas pela internet

Perfis no LinkedIn, diretórios do setor e sites de associações também alimentam as respostas. O mesmo vale para o Perfil da Empresa no Google. Por isso, revise esses perfis e mantenha as informações iguais em todos eles.

Gere boas fontes sobre a marca

As IAs valorizam conteúdos confiáveis, como matérias jornalísticas e artigos especializados. É aqui que entra a assessoria de imprensa na era da IA. Cada matéria de qualidade vira uma fonte que ajuda a formar a resposta da IA.

Responda às dúvidas do seu público

Um blog com textos claros e úteis aumenta as chances de a IA usar a sua empresa como referência. Em outras palavras, quem responde bem às dúvidas do mercado tende a aparecer quando o mercado pergunta.

Um trabalho de comunicação, não só de tecnologia

Muita gente trata a visibilidade em IA como um problema técnico. Na prática, porém, ela depende de reputação, conteúdo e presença consistente nas fontes certas.

É por isso que o GEO (Generative Engine Optimization) é, antes de tudo, uma estratégia de comunicação. Vale lembrar também que os resultados levam tempo. As novas fontes precisam se consolidar antes que as ferramentas passem a usá-las.

Comece pelo diagnóstico

Antes de qualquer ação, você precisa entender o seu ponto de partida. Descobrir o que a IA diz sobre a sua empresa mostra onde estão as lacunas e o que priorizar.

A CropCom faz esse mapeamento como parte do CropCom GEO, nossa frente dedicada à visibilidade das marcas nas respostas das IAs. Fale com a gente e descubra como a sua empresa aparece para as inteligências artificiais.